quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Liga da Justiça, o bendito "DC Extended Universe" e as inevitáveis comparações com a Marvel

Primeiramente, (Fora, Temer!) boa noite!

Depois de 2 anos sem postagens, deu vontade de escrever, então cá estou!

E sim, como dá pra perceber pelo título, estou aqui pra ser a 21186512ª pessoa a falar sobre o famigerado tema "e a DC no cinema, hein??".

Bom, de antemão, aviso logo que tenho (ao que parece) uma opinião diferente daquela que a maioria das pessoas aparenta ter. Enquanto a maioria do público adora todo e qualquer conteúdo cinematográfico produzido pela Marvel/Disney e tem enorme resistência aos filmes lançados pela DC/Warner desde "O Homem de Aço", lançado em 2013, eu gosto muito de praticamente todos os longas que vêm formando o chamado DCEU (exceção a Esquadrão Suicida, que eu realmente acho meio fraquinho).

Pra tentar ficar mais organizado, vou fazer por tópicos...

A Marvel e a receita que deu certo até demais

Em primeiro lugar, é bom dizer que eu gosto da Marvel. Acho inacreditavelmente imbecil e infantiloide essa rixa "Marvel x DC".

A Marvel acertou demais quando resolveu começar o universo compartilhado no cinema. Não podendo usar os personagens "classe A" como Homem-Aranha, X-Men e Quarteto Fantástico, resolveram apostar no Homem de Ferro, acreditando que conseguiriam um filme redondo, envolvente, divertido, bem feito e com um ator que incorporou perfeitamente o personagem (talvez até por ter personalidade parecida com o Tony Stark).

Todos nós compramos a ideia inédita de histórias interligadas de diversos personagens culminando em filmes de equipe, como Vingadores 1 e 2, Capitão América - Guerra Civil, e os vindouros Vingadores - Guerra Infinita - Partes 1 e 2.

São 9 anos de inúmeros filmes muito bem recebidos por público e crítica, todos seguindo de certa forma o mesmo padrão, com cores um tanto vibrantes, momentos cômicos espalhados por toda a trama pra aliviar momentos mais dramáticos e maior tensão (muitas piadas boas, diga-se), histórias sem muitos furos... Enfim, 9 anos entretendo público e agradando a crítica especializada, o que chama ainda mais público pras salas de cinema.

Repito: 9 anos de filmes. NOVE ANOS. Usando basicamente a mesma fórmula pros seus filmes, apelidada de "fórmula Marvel". Aqui a coisa começou a se perder um pouco pra mim. São muitos filmes e é muito tempo com pouca variação. No MEU gosto, começou a ficar repetitivo, até um pouco cansativo. Depois de 3 filmes do Homem de Ferro, 2 do Thor (sem incluir Ragnarok ainda), 3 do Capitão América, e 2 dos Vingadores, o único "ar fresco" que tive foi quando assisti Capitão América 2 - O Soldado Invernal, que é bem mais puxado pra ação e um pouco de thriller político do que pra comédia.

Mas isso tudo é só a minha opinião, e eu sou minoria. A receita continua com ótima receptividade de todos, e isso afeta diretamente qualquer filme do gênero que vá ser lançado. E é aqui que quero entrar no tema principal.

A DC nos cinemas até hoje: desde Homem de Aço até Liga da Justiça

Aqui já começou com polêmica. Depois da má recepção de Superman Returns, dirigido por Bryan Singer ainda em 2006, a Warner quis aproveitar a altíssima popularidade de Christopher "Pai" Nolan (adquirida pelo trabalho na trilogia que salvou o Batman do ridículo dirigido por Joel Schumacher) pra produzir um novo filme do kryptoniano. Ele foi produtor executivo e ajudou no desenvolvimento da história e do roteiro junto com David S. Goyer, enquanto Zack Snyder foi escolhido para a direção.

A ideia era dar uma abordagem realista e "pé no chão" do Super. Como seria ter no nosso mundo um alienígena tão poderoso? Como as pessoas reagiriam? O que aconteceria?  Pessoalmente, essa abordagem me agradou muito. A visão do personagem como uma divindade, um "Messias" pra humanidade (alimentado por imagens muito muito fodas) e como ele AINDA não estava pronto pra isso, e tendo que lidar com um vilão tão poderoso quanto ele e muito mais treinado pra combate (Zod é muito bom, e o Michael Shannon foi o melhor vilão desse universo até hoje) cujo objetivo é destruir a humanidade e reconstruir Krypton na Terra ("Os alicerces precisam ser construídos sobre alguma coisa." [ZOD, General]). Era óbvio que a destruição em massa na luta entre os dois seria enorme e me surpreendeu muito (pro bem) a decisão de o Super matar o Zod. Lembrando: ele ainda não era mesmo o Superman que todo mundo conhecia do Christopher Reeve. E quando ele mata o Zod, ele faz uma escolha que acho muito foda: ele prefere acabar com todas as chances de a espécie dele renascer pra adotar uma espécie que não é a dele e ele sequer sabe se vai aceitá-lo quando souber da sua existência. Heroico pra caralho!

Então, 3 anos depois, veio o divisor de águas: Batman vs Superman - Dawn Of Justice (sim, tá em inglês porque o título fica bem melhor haha). Veio como uma sequência direta dos eventos de Homem de Aço, com Bruce Wayne testemunhando e sofrendo com toda a destruição da luta entre Super e Zod. Aqui eu vejo o seguinte: essencialmente, é a história da morte do Superman. Se você vai contar essa história, não tem como ser leve, alegre, cheia de momentos de alívio cômico (que, aliás, existem!). O Super, apesar de se esforçar ao máximo e salvar gente em todos os cantos, é terrivelmente contestado por "ações unilaterais" e por ser constantemente incriminado por armações do Lex Luthor. Aí entra o Batman. Lex vê o homem-morcego como uma arma pra destruir o Clark, e usa de armações a manipulações pra fazer com que o Batman visse o kryptoniano como uma ameaça real que não hesitaria em matar quem o contestasse. Com o desenrolar da história (bem amarrada, especialmente se você assistir a versão do Zack Snyder, covardemente retalhada pela Warner) e a solução encontrada pro fim do confronto entre os heróis (não vou aprofundar, mas DEUS SALVE MARTHA), o Superman mais uma vez faz um sacrifício pra salvar o mundo. Ele sacrifica a própria vida pra derrotar o Apocalypse e salvar o mundo que tanto o questiona e teima em rejeitá-lo. Aqui vem o principal ponto da história: a partir de sua morte, Superman salva o mundo e passa a ser aceito pela humanidade, que viu o tamanho do seu sacrifício em prol desta. E isso ainda é o que serve pra restaurar a fé e vontade de lutar em um Batman bruto, desiludido e sem esperança. E aqui eu dou os méritos pro Zack Snyder: a morte do Superman e o modo como ele se tornou uma inspiração, um símbolo de esperança (afinal é isso que quer dizer o "S" no peito haha)... Tudo isso veio da visão do diretor. Aliás, por causa de todo o pessimismo que permeia a maior parte do filme, a maioria das pessoas reclama que "os heróis não são heróis". Sério?? Superman dá a vida pra salvar um mundo em que metade das pessoas o rejeita; Batman reencontra sua humanidade perdida e finalmente "salva sua mãe" (sinto muito por quem não entendeu assim), além de enfraquecer Apocalypse o suficiente pro Super destruí-lo; e Mulher-Maravilha aparece fodalhona com aquela trilha sonora fodaralha pra salvar o Batman e segurar o Apocalypse no lugar pro Super acabar com ele. E no final, Bruce ainda vai convencer Diana de que vale a pena lutar pra salvar o mundo e seguir o exemplo dado pelo Clark ("Eu falhei com ele em vida. Não falharei na morte."). Jura que precisa de mais heroísmo que isso????

Depois veio Esquadrão Suicida... Aqui eu serei breve, não porque não achei grandes coisas, mas porque ele em quase nada acrescenta ao DCEU. Claro, temos vários vilões de diferentes personagens, participações de Flash e Bruce Wayne/Batman (inclusive colhendo informações sobre futuros integrantes da Liga da Justiça). Mas, a rigor, não acrescenta quase nada aos arcos dos personagens principais, motivo pelo qual acho um tanto dispensável. Minha crítica aqui, mais uma vez, vai pro estúdio: a Warner havia soltado um primeiro trailer maravilhoso do filme na Comic-Con de 2016, com um clima soturno, sério, uma trilha sonora fodaralha dando todo o clima. Mas graças à recepção dividida (mais pra mal do que pra bem) de BvS, a Warner claramente mudou a estratégia de marketing do filme e tom do mesmo, diminuindo o tom sombrio e sério e cortando diversas cenas.

Então, tivemos Mulher-Maravilha. A única unanimidade lançada até hoje pela DC/Warner. Gal Gadot foi muito bem escalada pro papel (desde BvS), fizeram ótima escolha ao colocarem Patty Jenkins na direção e história é redonda, segura e bem construída (justiça seja feita, com colaboração de Zack Snyder também). O filme tem um tom mais leve e mais bem-humorado que seus predecessores, como era de se esperar no filme de origem de uma personagem ingênua, que acredita piamente na bondade das pessoas e se apresenta como defensora de tudo o que é bom. A própria diretora deu diversas declarações afirmando que é fã dos filmes do Superman de Christopher Reeve, usando-os como inspiração para o seu filme. Deu muito certo.

Por fim, Liga da Justiça. O filme veio como uma continuação direta de BvS, no qual Batman e Mulher-Maravilha se incumbem da tarefa de juntar pessoas com poderes especiais para lutarem contra o Lobo da Estepe, um "capanga" do chefão da porra toda, Darkseid. Mais uma vez dirigido por Zack Snyder (com cenas extras escritas e dirigidas e finalizado pelo Joss Whedon) e com roteiro de Chris Terrio (mesmo de BvS) e Joss Whedon. A mudança de tom é óbvia e esperada, não só pela experiência com seu antecessor, mas anunciada pela própria equipe criativa do filme ainda quando BvS estava às vésperas de ser lançado. Terrio e Snyder já havam falado que Liga seria mais leve aventuresco, como uma "louca aventura espacial inspirada em Jack Kirby", palavras do próprio Snyder (Kirby, inclusive, foi o criador dos Novos Deuses, personagens da DC, dentre os quais se inclui o vilão Darkseid). Mas não é só pela "aventura" que o filme é mais leve e mais bem-humorado...

SPOILERS SOBRE LIGA DA JUSTIÇA

Trata-se de uma história de ressurreição. Como era de se esperar, não há Liga da Justiça sem o Superman. Aqui, o Super ressurge e finalmente completa o seu arco: depois de assumir a capa vermelha, abdicar de suas origens em prol da humanidade e dar a sua vida por esse povo, aqui ele ressurge como o "farol de luz", o símbolo vivo de esperança que Jor-El tanto esperava. Não só ele, mas vemos um Batman renovado desde o fim de BvS, Mulher-Maravilha assumindo papel de protagonismo e liderança na Liga após o trauma de perder Steve Trevor na 1ª Guerra Mundial, Flash sendo o alívio cômico (por vezes até um pouco exagerado, na minha opinião) e brincalhão empolgado com os heróis que o cercam, Cyborg deixando um pouco seus conflitos de lado para salvar seu pai e Aquaman aceitando (um tanto relutantemente) seu dever de herói e futuro rei de Atlântida.

Enfim, apesar de alguns problemas com algumas coisas do filme (CGI um pouco mal feito pra esconder o bigode do Henry Cavill, piadas meio sem graça), vejo o tom como um acerto. Mesmo com a adoção de um tom mais "sombrio e realista" (raiva desse clichê) no início do e universo, acho que tudo faz parte de uma evolução natural dos próprios personagens, desde o momento em que eles são retratados no início até a culminação de heroísmo em Liga da Justiça.

As inevitáveis comparações

Bem se vê a diferença nítida de tratamento e ideias dos dois estúdios. A Marvel/Disney teve uma ideia clara desde o início e que foi mantida com pontuais e levíssimas variações, já que foi muito bem recebida por público geral e críticos de cinema.

A DC/Warner, por outro lado, apostou no início em uma visão diametralmente oposta, jogando heróis consagrados em um mundo "real", com todos os problemas que vivenciamos e imaginando como eles se inseririam neste contexto.

Me agrada mais a abordagem da DC. Não só porque gosto muito mais dos seus personagens, mas porque, como disse lá em cima, a Marvel faz filmes com a mesma "fórmula" há mais de 9 anos. Pra mim, a proposta de sua concorrente oferece algo diferente, ousado e "fresco".

E agora, DC?

Acompanhando um pouco as notícias que saem, parece que nem a própria Warner sabe o que fazer.

Liga da Justiça não vem recebendo tantas críticas positivas quanto se esperava, o que fez com que arrecadasse menos do que se esperava no fim de semana de estreia nos EUA.

De concreto, teremos Aquaman no fim de 2018, Mulher-Maravilha 2 e Shazam.

Rumores sobre Gotham City Sirens, Asa Noturna, Batgirl e Exterminador. Também não se sabe se Ben Affleck continuará no papel de Batman, inclusive no filme solo que será dirigido por Matt Reeves.

Como fã, acho tudo isso um pouco preocupante. Seria muito melhor se houvesse a mesma segurança transmitida por Marvel/Disney por meio do seu chefe criativo Kevin Feige.

Vejamos o que acontece...







quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Grammy 2016 - Gravação do Ano

Continuando a série de posts sobre o Grammy, hoje é dia de falar da categoria de gravação do ano, que premia a melhor música do ano.

Nos últimos anos, a vencedora da categoria tem sido uma música com uma boa recepção da crítica e que tenha feito um grande sucesso com o público. Foi assim com "Stay With Me", do Sam Smith, esse ano, com "Get Lucky" em 2014 e "Somebody That I Used to Know", em 2013.

Esse ano, a categoria tem 4 mega hits ("Uptown Funk", "Can't Feel My Face", "Blank Space" e "Thinking Out Loud") e apenas uma música mais desconhecida ("Really Love").

Começando pela mais desconhecida, "Really Love" é uma música do D'Angelo - cantor de r&b, que não lançava nada inédito há anos - e está no álbum "Black Messiah", que eu estava apostando que estaria indicado à álbum do ano, porque foi um dos discos mais aclamados pela crítica em 2015, mas enfim, escolheram uma música, muito boa, diga-se, para entrar na disputa de gravação do ano. "Really Love" tem uma pegada meio jazz, com um walking bass e um ótimo solo de violão, com o D'Angelo entrando para cantar com quase dois minutos de música. É definitivamente uma excelente música, e preencheu a vaga que estava faltando na categoria, já que as outras quatro músicas provavelmente seriam - e foram - os 4 hits citados. Apesar de não achar que tenha chances de levar o prêmio, é sempre legal ver que os eleitores do Grammy não estão de olho somente naquilo que fez muito sucesso, o que é quase uma praxe nas premiações musicais (VMA, American Music Awards, etc.).



Passando aos hits, realmente não há muito que possa ser dito sobre eles, já que todo mundo ouviu essas músicas e sabe o quanto elas são boas.

"Can't Feel My Face", do The Weeknd, é um ótimo r&b com influências pop, tendo um refrão muito bom e um instrumental moderno que casam muito bem com a voz do Weeknd. A música liderou as paradas americanas e é, com toda certeza, a melhor do álbum "Beauty Behind The Madness", que eu comentei no post dos indicados a álbum do ano.



Outra música que vem de um álbum indicado a melhor do ano é "Blank Space", do "1989" da Taylor Swift. Além de ter sido um grande sucesso, a música agradou também os críticos, principalmente com as referências na letra ao tratamento dado pela mídia às aventuras amorosas da maior popstar da atualidade. Eu gosto muito do modo como a música é praticamente falada nos primeiros versos e não tem como negar que o refrão pega. No entanto, acho que a música não tem muitas chances nessa categoria (não que seja culpa dela, existe um franco favorito), mas eu diria que, como o forte da música é a letra, ela é uma fortíssima candidata a "canção do ano".



"Thinking Out Loud", do Ed Sheeran, é a música que fez sucesso mais cedo, até porque foi lançada ainda no ano passado. É uma bela balada pop, talvez seja a música mais tocada nos casamentos desse ano (não, Maroon 5, invadir casamentos pra promover sua música não conta), e é realmente uma das melhores músicas pop desse ano.



Mas não existe outra favorita esse ano além de "Uptown Funk", música do Mark Ronson com participação do Bruno Mars. Você provavelmente já ouviu essa música tanto que pode até estar cansado dela, mas não há como negar que é indiscutivelmente a melhor música de 2015. O refrão é espetacular, o instrumental eletro-funk, com muitas referências ao funk/disco music do final da década de 70, também é sensacional, e é impossível ficar indiferente quando a música começa a tocar.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Grammy 2016 - Álbum do Ano

Semana passada foram anunciadas as indicações para o Grammy Awards, a maior e mais importante premiação de música do mundo. A partir de hoje vou fazer uma série de postagens tratando das principais categorias da premiação, começando, aqui, com os indicados a álbum do ano.

A categoria de álbum do ano é a mais prestigiada da premiação, e mesmo com uma grande queda nas vendas de discos (a não ser que seu nome seja Adele), com o consumo cada vez maior de singles, ela continua sendo importantíssima. Atualmente, eu diria até que há um novo fôlego para os álbuns, fruto do sucesso dos serviços de streaming, que possibilitam o acesso a uma discografia gigantesca por um valor muito pequeno ou mesmo gratuitamente.
Mas passando às indicações, a Academia de Gravação optou por diversificar bastante os 5 álbuns concorrentes, passeando pelo rock alternativo, o r&b, o pop, o rap e o country. Os escolhidos foram: Sound & Color, do Alabama Shakes; Beauty Behind The Madness, do The Weeknd; 1989, da Taylor Swift; To Pimp a Butterfly, do Kendrick Lamar; e Traveller, do Chris Stapleton.
 
Na minha opinião, analisando a recepção da crítica aos álbuns e a qualidade musical em si, a categoria, apesar de muito bem representada, já tem um vencedor claro, que é To Pimp a Butterfly. O disco, que sucedeu o já muito aclamado Good Kid, M.A.A.D. City, foi além das letras bem pessoais do álbum citado, abordando de forma espetacular os problemas das periferias e dos negros nos Estados Unidos - que não são tão diferentes dos problemas dessas minorias no resto do mundo. Músicas como "How Much a Dollar Cost", "The Blacker The Berry" e "Complexion (A Zulu Love)" retratam bem essa temática, que continua nas excelentes "i", "King Kunta", "These Walls" e "Alright", que são mais "animadas". O disco tem uma sonoridade muito baseada no funk (o americano) e no jazz, o que é cada vez mais incomum no rap mainstream. Falando na crítica, é o álbum melhor avaliado nesse ano de 2015 - dados do Metacritic, e com certeza será lembrado como um dos clássicos do rap.

Os álbuns mais pop que foram indicados são os trabalhos da Taylor Swift e do The Weeknd. O primeiro é uma máquina de hits: Shake It Off, Blank Space, Bad Blood, Wildest Dreams, Style, etc. E o Grammy é apaixonado pela ex-cantora country, que já foi premiada algumas vezes e sempre tem seus álbums indicados à melhor do ano - o último, Red, perdeu pro retorno do Daft Punk com Random Access Memories. Já o segundo é talvez a grande "revelação" do ano - apesar do The Weeknd já ter um nome mais ou menos consolidado antes do lançamento do Beauty. É um álbum de r&b muito bem produzido, com músicas excelentes (destaque para Can't Feel My Face), mas não acho que tenha chances de levar o prêmio.

Os outros dois álbuns, Sound & Color e Traveller, são mais desconhecidos do grande público, mas não ficam atrás de nenhum concorrente em termos de qualidade musical. Sound & Color é a consolidação do Alabama Shakes como uma das grandes bandas de rock da atualidade, e Traveller, disco de estreia do Chris Stapleton, é uma prova de que o country americano continua produzindo grandes artistas. Eu, inclusive, não conhecia o Chris até ver a apresentação dele no Coutry Music Awards, com o Justin Timberlake, e depois da indicação à álbum do ano, fui procurar o disco e é excelente, com músicas que também fogem um pouco do country mais popular por lá, que como o sertanejo daqui, prefere temas como bebida, festa e mulher.

A categoria está muito bem representada, Kendrick é o franco favorito, mas vale a pena escutar os cinco álbuns porque eles estão recheados de música boa para todos os gostos.

Na próxima postagem, gravação do ano. Não percam!!!

domingo, 16 de agosto de 2015

Recomendações musicais #3

Voltando a dar dicas musicais, hoje temos um lendário grupo do rap, uma artista de rock alternativo sensacional, a volta de uma sensação do rap de 2013 e duas performances ao vivo que já entraram pra história:

1 - Straight Outta Compton - N.W.A.: O "grupo mais perigoso do mundo" voltou a estar em evidência com o lançamento do filme Straight Outta Compton, que conta a história do N.W.A (formado por Dr. Dre, Ice Cube, Eazy-E, Mc Ren e Dj Yella), e cujo título faz referência ao álbum homônimo de estreia do grupo, que também é o nome da música que eu estou sugerindo aqui. O N.W.A. é conhecido pelas letras que retratam a realidade da vida dos negros nos bairros/cidades pobres dos EUA, mas especificamente Compton, que fica na região de Los Angeles, e de onde o grupo surgiu.

2 - Digital Witness - St. Vincent: A música é single do álbum vencedor do grammy de melhor álbum de música alternativa em 2015, sendo considerado um dos melhores álbums do ano de 2014. Essa música mostra muito do trabalho da St. Vincent (sim, é uma artista solo).

3 - Growing Up (Sloane's Song) - Macklemore e Ryan Lewis feat. Ed Sheeran: Eles foram a grande sensação do ano de 2013, com os mega hits "Thrift Shop", "Same Love" e "Can't Hold Us", além de ganhar os grammys de revelação e melhor álbum de rap, batendo inclusive o Kendrick Lamar (pode ter sido um grande erro, mas K-Dot também já tem seus grammys, então menos mal). Dessa vez, a dupla se junta ao Ed Sheeran para essa música que homenageia a filha do Macklemore, e trata de como ele espera criar a criança e vê-la crescer.

4 - While My Guitar Gently Weeps - Prince, Tom Petty, Jeff Lyne, Dhani Harrison e outros: Essa é uma versão ao vivo da música do Álbum Branco dos Beatles, composta pelo George Harrison e com solos (na versão original) do Eric Clapton. Essa versão é do dia da nomeação do George ao Rock n Roll Hall of Fame, e é bem parecida com a original, pelo menos até o Prince resolver mostrar seus talentos com a guitarra...

5 - Queen ao vivo no Live Aid: O festival que angariou fundos para ajudar a combater a fome na África aconteceu há 30 anos, e foi nesse festival que a banda Queen fez um de seus show mais espetaculares. A apresentação é relativamente curta (pouco mais de 20 min), mas vale mais que muitos shows "inteiros".

Por hoje é isso e fiquem atentos para mais dicas musicais por aqui!



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Quem vai tocar no show do intervalo do Super Bowl 50?

Ontem eu falei sobre as minhas apostas sobre os times favoritos a chegarem ao Super Bowl na próxima temporada da NFL. E é um Super Bowl especial, já que é o 50º Super Bowl. Em finais "normais", o show do intervalo já é um evento muito especial e concorrido. Se o Super Bowl é o evento de maior audiência nos Estados Unidos, o show do intervalo normalmente tem uma audiência ainda maior que a do jogo em si, e é uma oportunidade única se apresentar nesse evento, tanto que ano passado surgiram rumores de que a NFL estaria cobrando dos artistas (!!!) para que eles se apresentassem. A artista que se apresentou ano passado, Katy Perry, nega que tenha pago qualquer valor.

* Michael Jackson "inaugurou" a "era moderna" dos show de intervalo do Super Bowl em 1993

Nos últimos anos, desde 2011, a NFL vem apostando em artistas pop de sucesso, começando em 2011 com o Black Eyed Peas, e passando por Madonna, Beyoncé e Bruno Mars até chegar à Katy Perry no ano passado. Antes disso, a NFL vinha apostando em nomes já consagrados da música, muito por causa do famoso "nipplegate", quando em 2004 o Justin Timberlake acidentalmente rasgou a roupa da Janet Jackson e deixou seu seio a mostra por alguns segundos (suficientes para causar uma tragédia inclusive na carreira da irmã do rei do pop). Após o "nipplegate" passaram pelo show do intervalo o Paul McCartney, os Rolling Stones, o Prince, o The Who e o Bruce Springsteen, com um inusitado show do RBD - sim, Rebeldes - em 2008.


A virada pop a partir de 2011 deixou muitos fãs da NFL chateados, com muitas reclamações a cada artista pop que é anunciado ano após ano, e esses fãs pedem que a NFL volte a trazer artistas da velha guarda para o show do intervalo, mas pelo visto a aposta em artistas atuais de sucesso está sendo lucrativa pra liga, já que a fórmula não é modificada (apesar de sempre existir uma ou outra participação de artistas mais "velhos", como foram os Red Hot Chili Peppers em 2013 e Lenny Kravitz e a rapper Missy Elliott ano passado).



Então, considerando esse breve histórico, acho que a tendência da NFL é apostar em um superstar atual com a participação de nomes mais consagrados, inclusive misturando estilos. Assim, algumas das opções naturais seriam:

1 - Taylor Swift, Kendrick Lamar e convidado(s): A Taylor é a maior estrela pop do momento, sem sombra de dúvida, e poderia trazer alguns convidados para agradar outros públicos, como o rapper Kendrick Lamar, que é sucesso de crítica e público, para apresentarem "Bad Blood", e mais algum nome da "velha guarda", seja do country, estilo de origem dela, ou do rock.

2 - Rihanna, Kanye West, Jay-Z e Paul McCartney: Rihanna é uma das maiores estrelas pop desse século, e poderia agradar a fãs de rap com alguma de suas parcerias com seu "padrinho" Jay-Z e com Kanye, com quem já trabalhou em "All of the Lights" e "FourFiveSeconds", esta última com participação do ex-Beatle Paul McCartney, o que agradaria o pessoal mais voltado pro rock.


3 - Foo Fighters e convidado(s): Dave Grohl é um dos caras mais legais do mundo da música, e certamente sua banda poderia fazer um show marcante mesmo sem nenhuma participação especial. Mesmo assim, eles conseguiriam trazer algum outro grande nome da música, já que Dave e o Foo Fighters já tocaram com nomes como o próprio Paul McCartney e os ex-Led Zeppelin Jimmy Page e John Paul Jones, e a lista não acaba.

É claro que eu poderia trazer outros nomes, como Ed Sheeran, Pharrell, Eminem (nunca tivemos um show só de rap e talvez ele seja alguém capaz de lidar com esse peso) e Coldplay (que inclusive esteve cotado ano passado). A liga pode ainda apostar em um show mais "conservador", chamando algum nome que já tenha sido atração e tenha agradado comercialmente, mas não acho que esta seja a intenção da liga, ainda mais em se tratando de artistas que se apresentaram recentemente.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A NFL está voltando!!!

É, esse final de semana aconteceu o primeiro jogo de pré-temporada da NFL, entre o Minessota Vikings e o Pittsburg Steelers. Teremos mais 4 finais de semana de jogos de preparação até que a temporada regular comece pra valer em setembro.  Ainda é cedo pra se falar muito, mas certamente já podemos fazer algumas previsões sobre as equipes favoritas a brigarem por uma vaga no Superbowl 50, que deve ser, por si só, histórico. 

Como a NFL é dividida entre a AFC e a NFC, vou falar sobre os favoritos de cada conferência nesse post, começando pelos time da NFC:

1 - Seattle Seahawks: depois de perder o Superbowl por 1 jarda ano passado, a equipe de Seattle está ainda mais forte no seu ataque, com a adição do TE (tigh end) Jimmy Graham, ex-New Orleans Saints e um dos melhores da liga. A equipe continua fortíssima na defesa, sob o comando de Richard Sherman, Kam Chancellor e Earl Thomas III. Marshawn Lynch parece ainda ter muita lenha pra queimar e Russell Wilson, com contrato renovado, é plenamente capaz de levar a equipe de Seattle ao Superbowl mais uma vez.

2 - Green Bay Packers: A equipe do Wisconsin é a mais forte da conferência nacional, junto com os Seahawks, e contam com o melhor quarterback da atualidade, Aaron Rodgers. O time de wide receivers continua excelente - Jordy Nelson é o maior destaque - e o running back Eddie Lacy deve continuar o bom ano que teve na última temporada. Na defesa o time segue muito forte, com Clay Matthews sendo seu principal nome, e talvez o maior ídolo atual da franquia multi-campeã.

Com essas duas equipes se destacando muito em relação ao resto da divisão, acho que é muito difícil que outra franquia chegue ao Superbowl pela NFC, mas eu apostaria em alguns times para "correr por fora" na Conferência:

- Dallas Cowboys: a excelente linha ofensiva ajuda Tony Romo a ter muito tempo para pensar e sua última temporada refletiu isso. Além disso, Dez Bryant é um dos melhores recebedores da liga e vale ficar atento pra ver se a linha ofensiva vai conseguir consagrar mais um running back. Se tudo estiver nos conformes o time deve ganhar sua divisão e tentar algo mais na pós-temporada.

 - Arizona Cardinals: apesar de ser difícil desbancar o Seahawks na divisão, o time de Phoenix é muito forte e ano passado, mesmo com diversas lesões, fez uma campanha decente. Esse ano, com Carlson Palmer saudável, municiando Larry Fitzgerald e Michael Floyd, e a adição do Mike Iupati na linha ofensiva, além de uma defesa muito competente comandada pelo cornerback Patrick Patterson, acho que o time é figurinha carimbada no wild card, e pode até conseguir algo a mais.

- Outros times que podem surpreender: Detroit Lions (com Megatron saudável), Minessota Vikings (vamos ver como o Adrian Peterson volta), Philadelphia Eagles (veremos se DeMarco Murray é ou não "invenção da linha ofensiva dos Cowboys), Atlanta Falcons e Carolina Panthers.

Na AFC, o panorama é o seguinte:

1 - New England Patriots: o atual campeão do Superbowl terá o desfalque do Tom Brady pelas primeiras 4 rodadas da temporada, por causa das polêmicas com o esvaziamento das bolas na final de conferência contra o Indianapolis Colts. Apesar disso, o time manteve a base campeã, e com Rob Gronkowski e um belo time de recebedores, além de um grande treinador, pode se sair muito bem mesmo jogando sem Brady nas primeiras rodadas. O grande desfalque da equipe da defesa foi a saída do cornerback Darelle Revis, que retornou ao New York Jets. Apesar da divisão ter subido bastante de nível da temporada passada pra esta (Revis nos Jets, Suh nos Dolphins e McCoy nos Bills), os Patriots ainda estão muito acima dos rivais, e não devem ter dificuldades para irem à pós-temporada como campeões de divisão.

2 - Indianapolis Colts: Comandados pelo talentosíssimo quarterback Andrew Luck e com o reforço do ótimo wide receiver Andre Johnson, o time deve seguir tendo um dos melhores ataques da liga, com Luck fazendo números excelentes por mais um ano. A fragilidade dos adversários de divisão - o Texans de JJ Watt até pode surpreender, mas Titans e Jaguars são deploráveis - ajuda bastante a equipe, que certamente irá aos playoffs, a não ser que aconteça alguma desgraça.

3 - Denver Broncos: As questões acerca do longevidade de Peyton Manning e a mudança no comando técnico da equipe podem fazer dos Broncos um pouco menos favoritos do que nos últimos anos, mas ainda assim são os favoritos em sua divisão e têm um time muito balanceado, recheado de armas ofensivas e com bom nomes defensivos. Resta saber se Manning terá forças para levar o time longe na pós-temporada.

4 - Baltimore Ravens e Pittsburg Steelers: Rivais de divisão, talvez na divisão mais equilibrada da NFL, os times podem fazer excelentes campanhas, tanto na temporada quanto nos playoffs. Os Ravens tem um dos - se não o - times mais equilibrados da liga, e Joe Flacco já mostrou que é capaz de levar o time longe. Os Steelers têm muita força ofensiva, com Big Ben e Antonio Brown sendo uma das melhores duplas de quarterback-wide receiver da atualidade, e com Le'veon Bell sendo um grande desafogo no jogo corrido.

Além desses times, "correm por fora":

- Kansas City Chiefs: Jamaal Charles é espetacular, e Justin Houston comanda uma defesa muito competente. Se Alex Smith conseguir desenvolver um bom jogo aéreo (quase inexistente ano passado) o time tem plena capacidade de chegar aos playoffs, ainda que pelo wild card.

- Cincinatti Bengals: A.J. Green comanda o ataque, e o time vem sempre chegando aos playoffs, apesar de não conseguir ganhar na pós-temporada. Terão uma forte concorrência na divisão, a mesma de Ravens e Steelers, o que pode complicar na luta pelo wild card.

- Outros times que podem surpreender: Miami Dolphins (será que Suh era a peça que faltava ao time de Miami dar um passo a frente?), San Diego Chargers (se as lesões não atrapalharem, Phillip Rivers e companhia podem chegar aos playoffs), Houston Texans (JJ Watt é o melhor jogador de defesa da liga e com Clowney - grande promessa do College - saudável, a defesa pode ser muito temida) e Buffalo Bills.

domingo, 2 de agosto de 2015

Quem é o próximo Rei do Pop?


Antes que comecem a reclamar, eu sei que o único rei do pop é o Michael Jackson, e que, assim como o Elvis é eternamente o rei do rock, o superstar de Gary, Indiana, vai ser sempre o rei do pop. Mas o que eu quero aqui é perguntar - e tentar responder - quem é o artista atual que pode chegar mais perto do que o MJ foi. Analisando o cenário do pop atual, eu acabei ficando com três nomes que guardam algumas similaridades com o Michael, e podem ser considerados o seu sucessor. Então vamos a eles:

1 - Usher:


O Usher é um grande nome da música pop desde o início da década passada, e ano sim, ano não aparece com um álbum novo e um novo hit. O artista que teve seu auge em 2004, com o álbum Confessions, que teve mega hits como Yeah e Burn, além da música título, sempre teve uma relação próxima com o rei do pop, e, além da voz, tem como maior semelhante com ele os passos de dança, como se pode ver nesse vídeo de 2001, com os dois dançando.


 
Apesar das grandes semelhanças na dança, o Usher não tem a diversidade musical que foi marca da carreira do MJ, ficando muito mais restrito ao r&b. Além disso, apesar de ser um grande nome da música desse século, o cantor/dançarino não faz mas tanto sucesso quanto antigamente, e talvez por essas duas razões fique "correndo por fora" nessa briga.

2 - Bruno Mars:


O havaiano sensação da música pop nos últimos 4 ou 5 anos também guarda muitas semelhanças com o rei do pop. O que mais os aproxima é o fato de terem uma grande influência musical do James Brown e de conseguirem fazer músicas dos mais variados estilos, desde baladas românticas até músicas dançantes com muito swing do funk, passando por músicas com riffs marcantes. Bruno é ainda um excelente compositor, e já fazia seu nome mesmo antes de se lançar como cantor (para quem não sabe, ele é o compositor de "F**k you", grande hit do Cee Lo Green). Treasure, por exemplo, tem uma atmosfera muito parecida com as músicas da era "Off the Wall" do MJ:
 
 
O que pode ser um fator contra o Bruno Mars é o fato de ele ainda ter uma carreira relativamente curta, não se podendo precisar se ele terá (apesar de ser muito provável que tenha) uma carreira longa de muito sucesso.

3 - Justin Timberlake:


JT já tem um apelido que o credencia a ser sucessor do Michael: Presidente do Pop. Além disso, o músico de Memphis tem um início de carreira muito parecido com o de Michael, já que antes de se lançarem em carreira solo, ambos fizeram muito sucesso em boy-bands (Jackson 5 e *NSYNC). Justin, assim como Usher, tem um estilo de dança que se assemelha bastante ao do Michael, e também se apresentou com o rei em 2001:

 
Justin também tem a seu favor o fato de ter sido talvez o maior artista pop masculino do início do século, com os aclamados álbuns "Justified" e "Futuresex/Lovesounds". E mesmo com um hiato grande, em que se dedicou ao cinema e outros trabalhos, JT voltou com tudo ano retrasado, com seu 20/20 experience e sucessos como "Mirrors" e "Suit & Tie", além de uma apresentação que entrou para a história do VMA, assim como MJ já havia feito. Justin ainda gravou "Rock Your Body", música que tinha sido composta para o Michael e está no seu álbum de estreia na carreira solo.

Portanto, atualmente o nome que mais se aproxima do rei do pop é o Justin Timberlake, mas o caminho que o Bruno Mars vem trilhando pode aproxima-lo cada vez mais do Michael (mesmo sem lançar nada esse ano, ele tem participação enorme na grande música de 2015, Uptown Funk, com muita gente achando que a música é realmente dele). Usher, talvez por não querer sair da zona de conforto, acabou por ficar com um público mais restrito ao longo dos anos, e pode ter ficado para trás nessa "corrida".

Por fim, percebe-se que a música pop está em boas mãos, seja com JT, Bruno, Usher ou outros nomes que estão surgindo, como Ed Sheeran e Sam Smith, o que certamente deixa o eterno rei do pop, onde quer que esteja, orgulhoso do legado que deixou...