terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Momento Mãe Dinah com o Grammy 2014 (parte 2)

Fala galera, voltando à série de postagens sobre o Grammy de 2014 (veja a parte 1 aqui) e minhas apostas para as principais categorias da premiação, é hora de tratar das categorias do pop e dance, que são: performance solo pop; performance pop por duo ou grupo; melhor álbum vocal de pop; melhor álbum de dance/eletrônica; e melhor música de dance music.

Os indicados a melhor performance pop solo são:
"Brave" — Sara Bareilles
"Royals" — Lorde
"When I Was Your Man" — Bruno Mars
"Roar" — Katy Perry
"Mirrors" — Justin Timberlake



"Brave" é uma música bem contagiante, assim como "Roar". Já "Mirrors" e "When I Was Your Man" são excelentes canções de amor. No entanto, nenhuma delas é tão original quanto "Royals", da sensação pop Lorde. A letra que critica o conteúdo da maioria das músicas de sucesso comercial atuais, o refrão chiclete e a batida que dá uma atmosfera única à música devem dar o prêmio para a música.

Os indicados da categoria performance pop por duo ou grupo são:
"Get Lucky" — Daft Punk & Pharrell Williams
"Just Give Me A Reason" — Pink Featuring Nate Ruess
"Stay" — Rihanna Featuring Mikky Ekko
"Blurred Lines" — Robin Thicke Featuring T.I. & Pharrell Williams
"Suit & Tie" — Justin Timberlake & Jay Z 


Essa é barbada, na minha opinião. "Get Lucky" será a gravação do ano, então, pela lógica, levará qualquer outro prêmio que disputar. Em relação às outras músicas, "Just Give Me A Reason" e "Stay" mostram todo o potencial vocal da Pink e da Rihanna, "Blurred Lines" é extremamente viciante, e "Suit & Tie" é uma boa combinação de pop e rap, mas nenhuma delas é capaz de fazer frente ao hit do duo francês.

Os indicados a melhor álbum pop vocal são:
"Paradise" -- Lana Del Rey
"Pure Heroine" -- Lorde
"Unorthodox Jukebox" -- Bruno Mars
"Blurred Lines" -- Robin Thicke
"The 20/20 Experience - The Complete Experience" -- Justin Timberlake


É uma disputa interessante. Desses, os que tem menos chances são "Paradise" e "Blurred Lines", que apesar de serem bons álbuns, não são do nível dos outros três. "Pure Heroine", da Lorde, tem outras boas músicas além de "Royals", como "Tennis Court" e "White Teeth Teens". No entanto, a briga deve ficar entre os álbums do Justin Timberlake e do Bruno Mars. O "Unorthodox Jukebox" trás uma série de sonoridades distintas, que vão do reggae de "Show Me" ao funk/disco de "Treasure", passando pela voz + piano de "When I Was Your Man" e ao grande momento vocal de Bruno em "Gorilla". Já o 20/20 Experience, dividido em 2 partes, trás uma boa mostra do talento de JT, em músicas como "Suit & Tie", a nostálgica "Take Back The Night", a bela música de r&b "Pusher Love Girl" e a épica "Mirrors". Eu realmente não saberia escolher entre os dois, mas pelo número de outras indicações de ambos, acho que o prêmio fica com o Justin Timberlake.

A categoria melhor álbum de dance music/música eletrônica teve como indicados:
Random Access Memories — Daft Punk
Settle — Disclosure
18 Months — Calvin Harris
Atmosphere — Kaskade
A Color Map Of The Sun — Pretty Lights


Confesso que não escutei os outros álbuns, mas levando em consideração que o "Random Access Memories" é o favorito para levar o prêmio de álbum do ano, seria uma surpresa muito grande se também não levar o prêmio de melhor álbum de música eletrônica.

Os indicados a melhor música de dance/eletrônica são:
"Need U (100%)" -- Duke Dumont Featuring A*M*E & MNEK
"Sweet Nothing" -- Calvin Harris Featuring Florence Welch
"Atmosphere" -- Kaskade
"This Is What It Feels Like" -- Armin Van Buuren Featuring Trevor Guthrie
"Clarity" -- Zedd Featuring Foxes

 
Tá, eu não faço muita ideia de quem vai ganhar essa categoria, até porque as músicas são meio parecidas. Meu chute então vai pra "Sweet Nothing", que é um excelente exemplo de como a música eletrônica tem se misturado com a música pop, e nesse ponto o Calvin Harris é um dos artistas que sabe fazer isso melhor. Os vocais da Florence Welch são muito bons e a música foi um grande sucesso comercial. Confesso que também gostei demais de "Need U (100%)", que é a única das indicadas que foge ao padrão eletrônica pop (escutem as outras e vocês entenderão), então ficaria feliz se ela ganhasse.

Na parte 3 - sim tá bem grande isso aqui - falarei sobre as indicações nas minhas categorias favoritas, de rock e rap.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Brincando de Mãe Dinah com a Copa do Mundo

Primeiramente, boa noite!

Após um certo tempo sem novas postagens, volto aqui para falar sobre um assunto um pouco batido, mas minha paixão por futebol fala mais alto: a Copa do Mundo! E não, não falarei hoje sobre os ridículos gastos com estádios que já têm goteira (que beleza, hein, Mané Garrincha?!), sobre a ausência de obras satisfatórias de infra-estrutura urbana, total incapacidade de todos os ramos do transporte aéreo para suportar tantos voos internacionais, etc., etc., etc...

Hoje, vamos falar sobre o mundo perfeito da "dona Fifa": campo e bola!

O sorteio dos grupos e o chaveamento foram realizados no dia 06/12 deste ano (só o Irã, para tristeza deles e alegria de muitos, não viu...), e agora sabemos todos os jogos que veremos no meio do ano que vem.

Os grupos são esses acima, e, a partir de agora, tentarei analisar rapidamente cada um deles e tentar adivinhar as seleções classificadas.

Grupo A: Brasil, Croácia, México e Camarões. Aqui, minhas apostas são Brasil e Croácia. Brasil joga em casa, o Felipão formou um bom time, capaz de competir (estando em um bom dia) em alto nível com as melhores seleções que disputarão esse torneio, e a torcida mostrou que é capaz de abraçar o time e fazer pressão no adversário quando for preciso. Acho que a Croácia passa pelo simples fato de ser um time melhor do que México e Camarões. Os europeus contarão com seu artilheiro Mandzukic, um dos melhores jogadores do Bayern de Munique (só não é titular absoluto porque o técnico não gosta de jogar com o típico "camisa 9"), com o ótimo meio-campista Luka Modric, titular do Real Madrid, além do bom Rakitic. O México foi muito mal nas Eliminatórias e deve sua classificação aos EUA, que derrotaram o concorrente direto dos mexicanos no último jogo. Apesar de ter nomes razoáveis, como Guardado e Chicharito Hernandez, não é um time que me assuste, tanto que foi facilmente derrotado pelo Brasil na Copa das Confederações. Camarões tem vivido de nome já há um bom tempo. O único grande nome é o centro-avante Samuel Eto'o.

Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália. Por motivos óbvios, considero a Espanha, atual campeã mundial e bi-campeã europeia, a favorita para o 1º lugar do grupo. Conta com excelentes jogadores para quase todas as posições e já tem uma forma de jogar consolidada desde 2008. Para a 2ª vaga, acho q dá Holanda. Apesar de não levar muita fé neles, os nomes Robben e Van Persie me fazem crer que o Chile, apesar de ter um ótimo time, não vai aprontar muita coisa esse ano.

Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão. Aqui, fico com Colômbia e Costa do Marfim. Considero a Colômbia a melhor equipe, com Radamel Falcao Garcia, Jackson Martinez e James Rodriguez. Costa do Marfim tem muita força física, muito mais do que os outros concorrentes, e conta com os excelentes Didier Drogba e Yayá Touré, que parece que joga melhor a cada ano.

Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália. Olhando os nomes, penso que esse é o grupo da morte. E não aposto nos 2 europeus! Acho q Itália e Uruguai passam, com a Inglaterra decepcionando mais uma vez. Os uruguaios têm hoje a melhor dupla de ataque do mundo com Cavani e Suarez, e os italianos contam com um bom time treinados pelo competente Cesare Prandelli.

Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras. A França se deu muito bem no sorteio. Aposto todas as fichas que se classificará em 1º do grupo, pois tem bons jogadores no time (Benzema, Nasri, Valbuena, Varane, Lloris, Matuidi, Pogba) e um ótimo, Franck Ribery. Para mim, a Suíça fica em 2º, pois sabe armar um belo ferrolho e tem um bom jogador de ataque, Shaquiri, habilidoso e ágil jogador do Bayern de Munique.

Grupo F: Argentina, Bósnia, Irã e Nigéria. Apesar de a Nigéria ter certa tradição em Copas, acho que a Bósnia deve surpreender e se classificar. Não se pode esquecer que os bósnios se classificaram em 1º no seu grupo das Eliminatórias. A 1ª vaga, obviamente, será dos hermanos. Não há como discutir quando se tem um time bem montado e com Messi usando a camisa 10.

Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana e EUA. Aqui temos um (senão o maior) dos favoritos para ganhar a Copa. A Alemanha tem uma seleção espetacular. Sua base é o melhor time da Europa na atualidade, o Bayern, e tem simplesmente Neuer, Lahm, Schweinsteiger, Götze, Reus, Schürrle, Podolski, Müller, Özil... É o time que melhor combina técnica, jogo bonito e objetividade. Para o 2º lugar, aposto em Portugal. A seleção da Terrinha tem o melhor jogador do mundo atualmente, Cristiano Ronaldo, em sua melhor fase da carreira, além de bons jogadores como João Moutinho pra compor a equipe. Se for sólida durante as partidas e CR7 estiver bem, certamente fará bom papel na Copa.

Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia do Sul. Fico com Bélgica e Rússia. Os belgas possuem ótimos jogadores jovens. É uma seleção muito promissora inclusive para a Copa de 2018, com Witsel, Hazard, Fellaini, Kompany, Vertonghen, Courtois. A Rússia também se classifica, pois é um bom time, muito competitivo e bem treinado pelo competente Fabio Capello como treinador, tendo se classificado em 1º lugar no seu grupo das Eliminatórias, jogando Portugal para a repescagem.

Bom, é isso! Tentei falar sobre todas as principais equipes, por isso ficou tão longo! Espero que gostem e achem instrutivo. Esperemos agora a Brazuca rolar para ver se acerto alguma das previsões!

Abraços!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Boybands: de Beatles a One Direction

Eu, Victor e Gabriel estávamos tendo uma conversa sobre boybands, depois que contamos ao Gabriel que a música que deu origem ao fenômeno pop Nissim Ourfali era "What Makes You Beautiful", do One Direction, e acabamos discutindo sobre como as boy bands de hoje são muito semelhantes às do final da década de 90, com as quais temos maior memória efetiva por terem feito sucesso no fim da nosso infância. Esse papo me fez refletir sobre como esse tipo de grupo é comum e recorrente na história da música pop, e resolvi fazer um post sobre o assunto.

As boy bands, segundo a bíblia da internet, Wikipedia, são "um tipo de grupo pop constituído por cantores do sexo masculino". A tradução literal da expressão seria algo como "banda de meninos". A expressão foi popularizada na década de 90, para representar aqueles grupos que eram fabricados pelas gravadoras com público alvo nas adolescentes e pré-adolescentes do sexo feminino. No entanto, as boy bands sempre estiveram presente na música pop, como vou mostrar a seguir.

A "pré-história" das boy bands está na década de 50, quando surgiram os primeiros grupos vocais negros da música pop. O principal desses grupos foi o Frankie Lymon and The Teenagers, que foram sucesso absoluto com a música "Why do fools fall in love".


Nesse vídeo podem ser vistas características muito comuns às boy bands propriamente ditas, como as apresentações coreografadas, os "uniformes" e a música que fala daquele amor ingênuo típico dos adolescentes.

Esse tipo de grupo vocal se popularizou ainda mais durante a década de 60, principalmente com a explosão da Motown, que foi a gravadora de música negra mais importante de todos os tempos. A Motown tinha um grupo de compositores e um grupo de artistas, de modo que vários dos artistas da gravadora eram meros intérpretes das músicas composta dentro da Motown. Nesse contexto, surgiram os grupos vocais masculinos e femininos, como os Temptations, os Four Tops, Miracles (do Smokey Robinson) e as Supremes (da Diana Ross). Todos esses grupos tinham características parecidas com as dos Teenagers, e suas músicas fizeram estrondoso sucesso comercial. Um exemplo é a música My Girl, composta por Smokey Robinson e interpretada pelos Temptations:


Além do sucesso na década de 60, a música ainda marcou época com o filme "Meu Primeiro Amor", de 1991, com o então astro mirim Macaulay Culkin, que assim como a música, trata de um amor adolescente.

A década de 60, entretanto, não teve apenas as boy bands da Motown. Uma certa banda inglesa, que invadiu os Estados Unidos no dia 9 de fevereiro de 1964, também tinha muitas das características das boy bands e é considerada por muitos a primeira verdadeira boy band da história: The Beatles.

A banda de Liverpool, formada por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, teve grande parte do seu sucesso inicial baseado nas características típicas das boy bands. Seus primeiros sucessos foram músicas que tratavam de amor adolescente, como Love Me Do, o primeiro single, She Loves You, I Wanna Hold You Hand, All My Loving e muitas outras. Além disso, a banda tinha marcas visuais muito marcantes, como os cortes de cabelo moptop e os uniformes - ternos - utilizados nas apresentações, que também tinham algumas "coreografias", como o balanço da cabeça e o fato de Paul e George cantarem no mesmo microfone. Tudo isso pode ser observado nesse vídeo de "She Loves You":


A banda, maior fenômeno pop da história, teve sua base de fãs no início da carreira entre adolescentes, exatamente pelo tipo de música que tocavam. Na próprio vídeo se observa a histeria adolescente que a banda causava. 

Ainda que a banda, por ter artistas geniais, ter mudado completamente sua temática lírica e até mesmo instrumental com o passar dos anos, é inegável que o sucesso da chamada época do "yeah, yeah, yeah" é a personificação de tudo que as boy bands são.

A própria invasão britânica comandada pelos Beatles fez surgirem boy bands americanas com o objetivo de rivalizar o quarteto de Liverpool. Assim, surgiu o The Monkees, do hit "I'm a Believer", por exemplo, que foi uma banda "montada" por uma gravadora utilizando-se das mesmas características musicais e visuais que os Beatles apresentavam.

Ainda no final da década de 60, surgiu dentro da Motown outra boy band que foi extremamente popular e que iniciou um processo muito comum dentro do universo das boy bands. O grupo era o Jackson 5. 


Formado pelos irmãos da família Jackson, Michael, Jermaine, Tito, Marlon e Jackie, o grupo se utilizou de todo o poder e aparato da Motown para se lançar ao estrelato, com músicas como "ABC", "I'll Be There" e "I Want You Back". O Jackson Five levou as características das boy bands a um outro nível, já que além de todos os irmãos cantarem nas músicas, suas apresentações eram muito bem coreografadas, o que se tornou regra para as boy bands contemporâneas.


O processo a que me referi quando comecei a falar do Jackson Five é, como vocês podem ter adivinhado, a ascensão de um dos integrantes para o estrelado solo. Do Jackson Five, como todos sabem, surgiu o Rei do Pop, Michael Jackson, que foi muito ajudado pelo sucesso no grupo para alcançar rapidamente o sucesso como artista solo.

Na década de 70 surgiram alguns outros grupos que poderiam ser considerados como boy bands, como os Bee Gees, o Earth Wind and Fire e, já no final da década, o Village People, todas de grande sucesso comercial.

Já na década de 80, surgiram boy bands latinas, notoriamente os Menudos, de hits como "Não se reprima", e de onde surgiu a super estrela Ricky Martin.


Essa boy band porto-riquenha fez muito sucesso no Brasil, inspirando a criação da primeira boy band brasileira, o Dominó.

Já nos final dos anos 80 começou o que pode ser chamado de "era de ouro das boy bands" com o estouro do "New Kids on The Block". O grupo foi sucesso mundial, tendo inclusive se apresentado no Rock in Rio II (sim o rock in rio sempre foi "pop in rio", mas isso é assunto pra outro post)


Ainda na década de 90 surgiram diversas boy bands com grande sucesso comercial, como a banda Hanson, do hit "Mmm bop", e as duas maiores boy bands de todos os tempos, Backstreet Boys e Nsync.






Essas duas boy bands dominaram a música pop masculina nos últimos anos da década de 90, com uma legião de fãs em todo o mundo. Os Backstreet Boys talvez tenham sido mais bem sucedidos, com as músicas "I Want It That Way" e "Everybody (Backstreet's Back)".


Já o Nsync, dos hits "Pop" e "Bye, Bye Bye", nos deixou um legado um pouco maior, já que foi dessa boy band que surgiu o Presidente do Pop, Justin Timberlake, que é, sem dúvidas, o maior artista pop da atualidade.


Nessa época, todas as meninas eram fãs de alguma dessas duas boy bands, e saberiam absolutamente tudo sobre seus integrantes, elegendo seus favoritos, e também poderiam te mostrar toda a coreografia das músicas mais famosas.

Esse fenômeno das boy bands também se intensificou no Brasil, com grupos como o KLB, o Twister (lembra deles?) e o Br'oz.

No entanto, após esse grande estouro das boy bands no Brasil e no mundo, houve uma grande perda de popularidade do meio pro final da década de 2000, o que alguns poderiam cravar como o fim das boy bands na música pop. 

Mas essas pessoas estavam erradas. Como explicado no texto, as boy bands são um fenômeno quase tão antigo quanto a música pop, e mesmo que por algum período de tempo acabem "sumindo" do topo das paradas, sempre acabam voltando, mais cedo ou mais tarde. E isso aconteceu após o fim das super boy bands Backstreet Boys e Nsync. No início da década de 2010 surgiu a mais recente boy band de sucesso, o One Direction, com uma ajuda do produtor Simon Cowell e seu X Factor.





A boy band inglesa colocou esse tipo de grupo novamente em evidência, conquistando as adolescentes com suas músicas bobas, rostos "bonitos" e um forte marketing dos produtores e gravadora.


Junto com o One Direction surgiram também o The Wanted e a brasileira P9, de relativo sucesso.

Concluindo, além de se comprovar que as boy band são um fenômeno antigo, fica provado que boy band não é, em regra, sinônimo de música ruim e comercial, e que existem vários exemplos de artistas muito talentosos que surgiram nas boy bands e mostraram todo seu talento nas carreiras solo, Ainda assim, você sempre vai ter preconceito com a boy band que faz sucesso atualmente, desde que não seja adolescente, claro, e quando o tempo passar vai acabar entendendo que a boy band preferida da sua infância não é muito diferente daqueles "afeminados do boy band tal" que andam fazendo sucesso atualmente.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Review: Magna Carta Holy Grail - Jay Z

Magna Carta Holy Grail é o 12º álbum de estúdio do rapper americano Jay Z. O disco foi lançado em julho de 2013, em uma parceria inédita com a Samsung, que garantiu o álbum de graça aos primeiros 1 milhão de usuários que baixaram o aplicativo do álbum. Apesar de não ser um dos melhores trabalhos do rapper do Brooklyn, tem músicas muito boas, e foi indicado aos Grammys de melhor álbum de rap, além de melhor música de rap, com Holy Grail, melhor performance de rap, com Tom Ford, e melhor colaboração de rap, com Holy Grail, participação de Justin Timberlake, e Part II (On the Run), participação de Beyoncé.


Vamos a uma análise música por música do disco:

Holy Grail (feat. Justin Timberlake): É a melhor música do álbum, sem dúvidas. Apesar de não parecer, tanto a parte cantada por JT quanto a parte rimada por Jay falam da relação entre os artistas e a fama, inclusive citando versos do clássico "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana. Os destaques são a última parte dos versos, em que há mudança da batida e citação à lenda Michael Jackson, e toda a parte cantada por Justin, que é sensacional.

Picasso Baby: A música tem uma ótima batida e mostra um pouco da sofisticação e da marra muito presentes nas músicas do Jay Z, inclusive com o rapper se auto-entitulando em Pablo Picasso moderno. É outra música em que a mudança de batida do meio pro final ajuda demais a melhorá-la.

Tom Ford: Pra quem não sabe, Tom Ford é um estilista muito conceituado, e virou nome de música,
 na qual Hov diz que não se vicia em ecstasy ("I don't pop molly"), mas sim nas criações do estilista ("I rock Tom Ford"). A indicação pra melhor performance de rap no Grammy confirma a qualidade da beat da música, uma das melhores do álbum.

FuckWithMeYouKnowIGotIt (feat. Rick Ross): Não gosto muito dessa música, muito porque acho o verso do Rick Ross bem fraco, apesar da batida da música ser muito boa. É uma daquelas músicas típicas do Jay Z em que ele dispara tudo o que pode e faz com a montanha de dinheiro que tem.

Oceans (feat. Frank Ocean): Rivaliza com Holy Grail como a melhor do álbum. O temática da música se funda dos oceanos, e em como eles fizeram parte da vida dos antepassados negros de ambos os artistas, trazidos como escravos para os Estados Unidos. O refrão é profundo demais, e se torna brilhante com a interpretação do Frank Ocean. O sentimento que essa música transmite é muito difícil de ser traduzido em palavras.

F.U.T.W.: É uma das melhores batidas do disco, e o flow do Jay também é muito bom nessa música. Ainda assim, não é uma daquelas que mais me chamou a atenção.

Somewhere in America: Aqui Jay Z conseguiu fazer uma excelente música de ostentação do seu dinheiro, brincando com a "high society" branca americana, se vangloriando de como é capaz de fazer dinheiro ("1 million, 2 million, 3 million, 20 million, oh I'm so good at math"), além de relacionar o Instagram e o twerk da Miley Cyrus com a venda de cocaína. Isso tudo com um instrumental sensacional, fazendo dessa uma das melhores do álbum.

Crown, Heaven e Versus: São três músicas muito bem produzidas, mas que não me cativaram muito em nenhum aspecto. A batida de Crown, o refrão, a referência a "Losing My Religion" e a parte final de
Heaven, e as rimas do Jay Z em Versus são os destaques.

Part II (On the Run) (feat. Beyoncé): É mais uma ótima música do casal mais famosos do mundo da música, e foi indicada a melhor colaboração de rap no Grammy. A voz de Beyoncé ajuda bastante a tornar a música muito agradável de se ouvir, mas os versos de Jay-Z também são bons.

Beach is Better: É quase um "skit", uma passagem entre duas músicas, mas é o suficiente pro Jay mostrar um pouco da sua técnica de rima.

BBC (feat. Nas, Timbaland, Beyoncé, Pharrell, Justin Timberlake): Nas e Jay estão muito bem nessa música, com dois versos excelentes. E o refrão é bem chiclete, além de ter um ótima beat.

Jay Z Blue: Uma das melhores do álbum, na qual Jay transmite um pouco de seus sentimentos sobre sua filha Blue Ivy. É arrepiante ouvir os samples do Notorious B.I.G e a parte final em que a batida é acelerada e as rimas do Hov impressionam.

La Familia e Nickels and Dimes: Também não me cativaram, mas os versos direcionados ao Lil Wayne na primeira e a batida da segunda valem a pena escutá-las.

Enfim, não é um clássico da discografia do rapper do Brooklyn, mas se trata de um álbum muito bem produzido e com diversas músicas muito boas. Ainda assim, está abaixo de outros álbuns de rap lançados esse ano, e até mesmo em relação ao Watch The Throne, álbum anterior do Jay Z com seu amigo Kayne West.

Entrevista Sobre Viver Bem



Certa madrugada, já indo dormir, liguei a TV para fazer aquele som de fundo, pra embalar meu sono. Já deitado e com a luz desligada, coloquei 30 minutos no sleeptime. Passava o Programa do Jô, e eu só tinha a ganhar. Se fosse uma entrevista chata, fatalmente dormiria (um falatório sempre me dá sono); se fosse com alguém interessante, aproveitaria o papo e as risadas do Bira.

Escutei que o convidado da vez era professor de filosofia da USP, o que me levou a pensar instantaneamente que seria um sonífero. Foi esperar alguns segundos pra saber que não era bem assim. Seu jeito de falar e o fato de assumir logo de cara, em rede nacional, um fato curioso, criaram a expectativa de uma entrevista no mínimo inusitada, o que acabou se confirmando.

O motivo que me leva a falar sobre essa entrevista no meu primeiro post nesse blog é o fato de ela ter despertado a minha atenção para um momento da vida que espero que todos nós passemos um dia. Mesmo que não seja de forma tão marcante, como foi com o entrevistado, mesmo que esse momento seja, na verdade, um somatório de vários pequenos momentos da vida em que descobrimos que estamos no caminho certo.

O professor Clóvis de Barros Filho conta como sua vida mudou em determinado dia no colégio, que tinha tudo para ser como outro qualquer. Lembra do instante, aos 13 anos de idade, no qual ele descobriu o primeiro passo de como sair de uma vida desmotivada para uma vida na qual sua motivação era estar onde ele estava naquele instante, viver aquilo que, de querer tanto que não acabasse, tinha até medo de começar.
Desafio o leitor a assistir o vídeo sem ao menos dar meia dúzia de risadas. Identifiquei-me com o bom humor do professor e pela forma extremamente agradável com a qual ele consegue, através de suas observações espirituosas, prender a atenção do ouvinte e passar a mensagem que deseja.

Corremos o risco de passar tempo demais como “descascadores de amendoim”, quando o melhor seria se buscássemos descobrir as coisas que aumentam nossa potência de agir diariamente. O erro não está em não ter a resposta por completo ainda, o erro está em não procurar ou, achando, não seguir o conselho do pai de Clóvis.

No caso dele, uma dessas coisas (não sei se a principal delas) é dar aula, sua profissão. Não há formulas, ele deixa isso bem claro, cada um deve buscar o estilo de vida que o deixa feliz. Em outra palestra ele lembra que essa foi a resposta dada por Socrátes a uma pessoa que o perguntou o que deveria fazer para viver bem. O filósofo afirmou que a busca deve ser pessoal, de quem vive, livremente deliberada. A liberdade para essa perseguição não garante vida boa, mas é condição para ela.

Para os mais apressados, a parte mais interessante começa aos 14 minutos.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Os 16 melhores times da Europa

Acabou a fase de grupos da UEFA Champions League, classificaram-se 16 times que, na teoria, seriam os 16 melhores times da Europa. E nessa segunda foi realizado o sorteio que definiu os confrontos das oitavas de final da competição de clubes mais prestigiada do mundo:


Como eu gosto muito de analisar futebol, vou dar minha opinião sobre os 8 confrontos que prometem parar a Europa e o mundo.

Manchester City x Barcelona: É o confronto mais esperado dessas oitavas de final. Apesar da falta de experiência na competição, o Manchester City está jogando muito bem, tanto na competição continental (ganhou do Bayern na Alemanha), quanto no campeonato inglês (arrasou Arsenal e Tottenham recentemente), e tem jogadores muito decisivos, como Sérgio Agüero e Yaya Touré, prometendo ser um adversário muito complicado para o Barcelona, que vai precisar de muita inspiração do Neymar e da recuperação completa do Messi pra levar a melhor na disputa.

Olympiacos x Manchester United: O time inglês vai mal no campeonato inglês e ainda sofre com a ausência de Sir Alex Ferguson no banco de reservas, mas o sorteio ajudou demais os Red Devils, que vão enfrentar o franco atirador Olympiacos, que não tem muitas chances de passar de fase. Ainda que o United não esteja num bom momento, uma partida inspirada do Rooney ou do Van Persie serão suficientes para a vitória no confronto.

Milan x Atlético de Madrid: O time italiano de Kaká e Balotelli vai mal no Italiano, mas aposta na força da camisa para vencer o Atlético, que além de estar muito bem no campeonato espanhol, conta com o atacante Diego Costa em grande fase. Pode até ser estranho, mas nesse confronto o favorito é o Atlético, e o Milan, segundo maior campeão europeu, vai precisar jogar muita bola para prosseguir na competição.

Bayer Leverkusen x Paris Saint German: Se nada anormal acontecer, Ibrahimovic e Cavani colocarão o novo rico francês nas quartas de final da competição.

Galatasaray x Chelsea: O favorito é o Chelsea, que tem José Mourinho no banco e vários excelentes jogadores, como Ramires e Hazard, mas o Galatasaray, que eliminou a líder do Italiano, Juventus, na fase de grupos, aposta nos super decisivos Sneijder (nome do título da Inter de Milão em 2010) e Drogba (nome do título do Chelsea em 2012) para surpreender outro time com melhor elenco e mais dinheiro e avançar.

Schalke 04 x Real Madrid: Julian Draxler é uma grande promessa do futebol mundial, mas não é o suficiente para que o Schalke seja páreo para o Real Madrid, que terá o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo e só precisa de duas partidas normais do craque português para passar com tranquilidade.

Zenit x Borussia Dortmund: O vice-campeão europeu, Borussia, não está tão bem quanto no ano passado, mas tem muitas chances de se classificar, principalmente se Robert Lewandowski e Marco Reus estiverem em dias bons. O Zenit não tem muitas chances, mas pode até se classificar com uma grande atuação de jogadores como Hulk.

Arsenal x Bayern de Munique: O Arsenal lidera o campeonato inglês e apresenta um futebol vistoso e eficiente, comandado por Ozil e com grande fase do galês Ramsey. No entanto, o time não tem bom retrospecto contra as grandes forças inglesas na EPL - só ganhou do Liverpool e acabou de levar uma goleada do City - e enfrenta o melhor time do mundo, o Bayern, atual campeão europeu, líder com sobras no campeonato alemão, com Guardiola no banco e uma constelação em campo (Ribéry, Robben, Götze, Schweinsteiger, etc.). Portanto, como seria contra qualquer outro adversário, o favorito é o time alemão.

Rapidinhas do mundo da música

Nesse tipo de postagem trarei lançamentos e outras notícias importantes no mundo da música na semana:

- O Eminem lançou o videoclipe da música The Monster, com participação da Rihanna. O clipe tem referências ao passado da carreira do rapper, e ficou muito bom.


- A Beyoncé lançou, sem qualquer alarde ou divulgação, seu novo álbum, "Beyoncé", somente em mídia digital no iTunes. O disco tem 14 músicas e 17 videoclipes, com participações de Jay Z, Drake, Frank Ocean e outros, e bateu o recorde de vendas da loja virtual.

 
- O Rock n Roll Hall of Fame anunciou hoje os artistas que entrarão para o Hall da Fama na cerimônia em 2014. Os indicados são as bandas Kiss e Nirvana, a dupla Hall & Oates, e os músicos Peter Gabriel, Cat Stevens (agora Yusuf) e Linda Ronstadt, além dos lendários empresários do rock Brian Epstein (dos Beatles) e Andrew Loog Oldham (dos Rolling Stones).


- John Mayer liberou o clipe da música "Who You Love", que tem participação de sua namorada Katy Perry


Semana que vem tem mais notícias da música pra vocês...

"Inferno", de Dan Brown

Primeiramente, boa tarde!

Voltei para falar um pouco das impressões que tive do livro "Inferno", do popular autor Dan Brown. Para começar, não sei explicar a alegria que tive por finalmente ter tempo de ler um livro que não fosse de Direito, simplesmente pelo prazer de me entreter com uma história bem construída. Sendo este o primeiro livro que leio depois de um bom tempo, devo dizer que fiquei feliz com minha escolha (prometo que tomarei cuidado para não soltar spoilers).


Como era de se esperar, a história tem o renomado simbologista e professor de Harvard, Robert Langdon, como seu personagem principal. Após um pesadelo recheado de imagens bizarras e macabras, o protagonista acorda em uma cama de hospital na cidade de Florença (sem ter ideia de como foi parar ali) e com um misterioso ferimento na nuca. Então, somos apresentados à Drª. Sienna Brooks, a responsável por cuidar de Robert e, após um acontecimento surpreendente, passa a ser a parceira do protagonista em sua busca por respostas, enquanto é perseguido, inexplicavelmente, por agentes do governo de seu próprio país.

A partir daí, a narrativa típica de Dan Brown, também presente em O Código Da Vinci, Fortaleza Digital, Anjos e Demônios e O Símbolo Perdido, aparece (sim, eu seu que ele também escreveu Ponto de Impacto, mas não li esse... haha). Uma narrativa "cinematográfica", dinâmica, que cria agilmente as imagens que deseja passar ao leitor e o prende, ao menos, até o fim daquela cena de ação. Também estão presentes as descrições de lugares históricos e turísticos (além de diversas obras de arte), pelos quais o protagonista deve passar para encontrar pistas e descobrir as respostas que deseja.

Essas pistas estão todas relacionadas com a Divina Comédia, um poema épico de autoria do renascentista Dante Alighieri. Nele, Dante mostra sua visão do Inferno, do Purgatório e do Paraíso, além de contar sua jornada por cada um deles. Dan Brown, ao longo de seu livro, faz referência e dá importância a diversas obras de arte que têm o poema de Alighieri como inspiração, sendo capaz de criar imagens fortes e algumas vezes perturbadoras para o leitor (destaca-se aqui a importância dada e a detalhada descrição que se faz do Mapa do Inferno, de Sandro Botticelli).


As reviravoltas também se destacam, algumas realmente mirabolantes e bem pensadas, que me fizeram ficar acordado até altas horas da madrugada até descobrir tudo o que se passava com o personagem e o engenhoso plano arquitetado pelo vilão da história.

Não sou nenhum crítico literário, mas o livro me prendeu bastante a atenção, e achei a história criada e as teorias que serviam como pano de fundo para o desenrolar da história muito interessantes. Não há como negar que há sim um certo desgaste da fórmula narrativa usada por Dan Brown, especialmente depois de tantos livros estruturados da mesma forma, mas, ao menos para mim, ela funcionou muito bem.

Abraços!

A Estrada da Noite

Quando peguei este livro pela primeira estava procurando uma leitura um pouco menos densa, já que tinha acabado de ler o quarto livro da série “Torre Negra” do Stephen King (quando eu concluir a série também pretendo escrever sobre ela), acabou que me surpreendi positivamente com este livro, que é o primeiro, mas não o único, do escritor Joe Hill.


A estrada da noite conta a história de Jude Coyne, um roqueiro de meia idade, com uma certa queda por garotas góticas (aqui personificada na figura de “Georgia”) e por objetos macabros. Esta sua paixão por essa coleção de objetos o faz comprar na internet um fantasma, acompanhado de seu terno, o objeto que o prende ao mundo dos vivos.
Ao receber o terno e o fantasma, que logo no começo descobrimos ter sido enviado por uma pessoa que participou da sua vida, como uma forma de vingança, diversos acontecimentos bizarros e assustadores passam a acontecer na vida do nosso personagem principal.
Duas coisas me impressionaram neste livro e dificultaram o meu afastamento dele, tendo o lido em menos de uma semana.
Primeiramente, apesar da sinopse inicial indicar que Jude Coyne é um personagem egocêntrico, o livro nos mostra que debaixo desta casca, ele é uma pessoa como qualquer outra, passível de erros, mas apaixonado por seus cachorros (característica que eu passei a valorizar muito graças a minha namorada, rs), com um carinho muito grande (seria amor?) pela sua “namorada” gótica e que as suas características macabras não passam de fingimento para montar esse personagem roqueiro heavy metal. Também passamos a conhecer a sua história de vida, a sua infância sofrida, a sua relação com o pai, a morte de seus companheiros de banda, o vício em drogas, entre outras diversas características que tornam esse personagem singular e, podemos dizer, apaixonante.
Em segundo lugar, quando eu peguei a sinopse e vi que era uma história de terror envolvendo fantasmas, já imaginei a série de clichês hollywoodianos que estariam me aguardando, como queda de panelas, barulhos de vento que seriam confundidos com fantasmas, aparições em espelhos, dentre outras tantas cenas consagradas pela cultura pop, mas não é isso que ocorre nesta obra.
Desde o começo nós já sabemos quem é o fantasma e o que ele pretende com Jude, o que o torna muito mais assustador. As técnicas usadas pelo espírito, um hipnotizador em sua vida terrena, para aterrorizar e enlouquecer o seu algoz fogem do lugar comum, tornando o livro um verdadeiro conto de terror, no sentindo literal da palavra, o que torna a leitura uma experiência muito agradável para quem gosta de sentir um friozinho na barriga e aquele medo de descer as escadas na madrugada.
Concluindo, eu recomendo fortemente a leitura da “Estrada da Noite”, a primeira obra de Joe Hill, que parece ter herdado do seu pai (ele é filho do Stephen King, informação que aprendi no Wikipedia, rs) o dom para escrever contos assustadores e cativantes.

P.S: O meu nome é Víctor Sanches, tenho 22 anos, sou recém formado em direito (leia-se desempregado) e pretendo escrever neste blog sobre literatura e vídeo games, que são as minhas principais atividades de lazer no momento, usadas como válvula de escápula para o estudo para concursos.


P.S²: Eu não tenho nenhuma formação em literatura ou em tecnologia, portanto os meus textos serão apenas opiniões de um consumidor e a minha visão leiga sobre o assunto.

Momento Mãe Dinah com o Grammy 2014 (parte 1)

Como eu disse no post anterior sobre os destaques musicais do ano de 2013, esse post será dedicado ao 56º Grammy Awards, a premiação máxima da música mundial, que vai acontecer no dia 26 de janeiro de 2014. Os artistas indicados de todas as categorias já foram divulgados, então vou analisar as principais categorias da premiação e tentar acertar os vencedores (vou relembrar esse post após a premiação).

As três principais categorias do Grammy são Álbum do Ano, Gravação do Ano e Música do Ano. É bom ressaltar que a grande diferença entre a gravação e a música do ano é que o prêmio de música do ano é dado unicamente aos compositores, ou seja, é um prêmio que analisa a letra das músicas primordialmente. Já a gravação do ano premia tanto os compositores, quanto os artistas e os produtores, ou seja, a gravação do ano leva em conta o conjunto da obra da música.

Os indicados a Álbum do Ano são:
"The Blessed Unrest" — Sara Bareilles
"Random Access Memories" — Daft Punk
"Good Kid, M.A.A.D City" — Kendrick Lamar
"The Heist" — Macklemore & Ryan Lewis
"Red" — Taylor Swift


 Nessa categoria acho muito difícil que o Daft Punk não leve o prêmio, mas surpresas acontecem, e como não conheço o álbum da Sara Bareilles, posso ser surpreendido. No entanto, como o "Random Access Memories" conseguiu aliar sucesso comercial e qualidade musical, é o grande favorito na minha opinião. Os dois álbuns de rap, apesar de muito bons, não tem muitas chances, mas mostram que a Academia de Gravação está olhando com maior atenção para o estilo e o quanto o ano de 2013 foi bom para o mundo do hip-hop. "Red" também não é um dos meus favoritos, mas como a Taylor tem muito prestígio nos Grammys, pode até surpreender.

Os indicação a Gravação do Ano são:
"Get Lucky" — Daft Punk & Pharrell Williams
"Radioactive" — Imagine Dragons
"Royals" — Lorde
"Locked Out Of Heaven" — Bruno Mars
"Blurred Lines" — Robin Thicke Featuring T.I. & Pharrell Williams


Sim, o Daft Punk é franco favorito para levar os dois prêmios principais da noite, até porque a música em questão é um clássico instantâneo. Se eu tivesse que escolher eventuais grammys de prata e bronze, estes ficariam com "Locked Out Of Heaven" e "Royals", respectivamente. "Radioactive" é uma excelente música também, e "Blurred Lines" é certamente a mais fraca das concorrentes, e me arrisco a dizer que só chegou aí pelo estrondoso sucesso comercial e por grudar eternamente na cabeça de quem escuta (hehehe).

O outro prêmio geral, de música do ano, teve como indicados:
"Just Give Me A Reason" — Jeff Bhasker, Pink & Nate Ruess, songwriters (Pink Featuring Nate Ruess)
"Locked Out Of Heaven" — Philip Lawrence, Ari Levine & Bruno Mars, songwriters (Bruno Mars)
"Roar" — Lukasz Gottwald, Max Martin, Bonnie McKee, Katy Perry & Henry Walter, songwriters (Katy Perry)
"Royals" — Joel Little & Ella Yelich O'Connor, songwriters (Lorde)
"Same Love" — Ben Haggerty, Mary Lambert & Ryan Lewis, songwriters (Macklemore & Ryan Lewis Featuring Mary Lambert)



"Locked Out Of Heaven" é uma ótima canção de amor, "Just Give Me A Reason" também, "Royals" é um hino "anti-pop" genial, "Roar" é uma excelente música para te colocar pra cima, mas nenhuma delas é tão bela e ousada quanto "Same Love". A mensagem anti-homofobia da música é espetacular, ainda mais por se tratar de uma música de rap, estilo notoriamente conhecido por atitudes homofóbicas. O refrão da música é emocionante demais, e os versos não ficam pra trás. Por isso, torço e acho que a música do duo de Seattle vai levar esse prêmio.

Além desses prêmio há ainda a categoria geral de Artista Revelação, que tem como indicados:
James Blake
Kendrick Lamar
Macklemore & Ryan Lewis
Kacey Musgraves
Ed Sheeran


Apesar de conhecer as preferências do Grammy por música country, acho que o prêmio de artista revelação vai ficar entre os dois artistas de rap. Além de serem excelentes artistas, são os únicos da lista que também concorrem ao prêmio de álbum do ano, o que reforça o favoritismo. Entre os dois, no entanto, acho que a trajetória de Macklemore & Ryan Lewis, da internet para o estrelato, deve fazer a diferença, mas vou ficar muito feliz se o Kendrick ganhar o prêmio.

Na próxima postagem, as apostas para as categorias do pop, do rock e do rap.