quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Grammy 2016 - Gravação do Ano

Continuando a série de posts sobre o Grammy, hoje é dia de falar da categoria de gravação do ano, que premia a melhor música do ano.

Nos últimos anos, a vencedora da categoria tem sido uma música com uma boa recepção da crítica e que tenha feito um grande sucesso com o público. Foi assim com "Stay With Me", do Sam Smith, esse ano, com "Get Lucky" em 2014 e "Somebody That I Used to Know", em 2013.

Esse ano, a categoria tem 4 mega hits ("Uptown Funk", "Can't Feel My Face", "Blank Space" e "Thinking Out Loud") e apenas uma música mais desconhecida ("Really Love").

Começando pela mais desconhecida, "Really Love" é uma música do D'Angelo - cantor de r&b, que não lançava nada inédito há anos - e está no álbum "Black Messiah", que eu estava apostando que estaria indicado à álbum do ano, porque foi um dos discos mais aclamados pela crítica em 2015, mas enfim, escolheram uma música, muito boa, diga-se, para entrar na disputa de gravação do ano. "Really Love" tem uma pegada meio jazz, com um walking bass e um ótimo solo de violão, com o D'Angelo entrando para cantar com quase dois minutos de música. É definitivamente uma excelente música, e preencheu a vaga que estava faltando na categoria, já que as outras quatro músicas provavelmente seriam - e foram - os 4 hits citados. Apesar de não achar que tenha chances de levar o prêmio, é sempre legal ver que os eleitores do Grammy não estão de olho somente naquilo que fez muito sucesso, o que é quase uma praxe nas premiações musicais (VMA, American Music Awards, etc.).



Passando aos hits, realmente não há muito que possa ser dito sobre eles, já que todo mundo ouviu essas músicas e sabe o quanto elas são boas.

"Can't Feel My Face", do The Weeknd, é um ótimo r&b com influências pop, tendo um refrão muito bom e um instrumental moderno que casam muito bem com a voz do Weeknd. A música liderou as paradas americanas e é, com toda certeza, a melhor do álbum "Beauty Behind The Madness", que eu comentei no post dos indicados a álbum do ano.



Outra música que vem de um álbum indicado a melhor do ano é "Blank Space", do "1989" da Taylor Swift. Além de ter sido um grande sucesso, a música agradou também os críticos, principalmente com as referências na letra ao tratamento dado pela mídia às aventuras amorosas da maior popstar da atualidade. Eu gosto muito do modo como a música é praticamente falada nos primeiros versos e não tem como negar que o refrão pega. No entanto, acho que a música não tem muitas chances nessa categoria (não que seja culpa dela, existe um franco favorito), mas eu diria que, como o forte da música é a letra, ela é uma fortíssima candidata a "canção do ano".



"Thinking Out Loud", do Ed Sheeran, é a música que fez sucesso mais cedo, até porque foi lançada ainda no ano passado. É uma bela balada pop, talvez seja a música mais tocada nos casamentos desse ano (não, Maroon 5, invadir casamentos pra promover sua música não conta), e é realmente uma das melhores músicas pop desse ano.



Mas não existe outra favorita esse ano além de "Uptown Funk", música do Mark Ronson com participação do Bruno Mars. Você provavelmente já ouviu essa música tanto que pode até estar cansado dela, mas não há como negar que é indiscutivelmente a melhor música de 2015. O refrão é espetacular, o instrumental eletro-funk, com muitas referências ao funk/disco music do final da década de 70, também é sensacional, e é impossível ficar indiferente quando a música começa a tocar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário